Turvo Deplorante.

“Deixemo-nos de marcos”, escrevi hoje em especifica conversação. Isso mesmo! É tempo de focos, tempo de assertividade, tempo de passos certos e não de marcos. “Marcar passo”, essa expressão tão conhecida nos nossos ciclos e círculos envolventes. Diz-se, e não vou sequer aprofunda a temática, que o Sol ilumina a Terra e esta girando sobreia os que calha. Sol para uns, sombra para outros. Há quem diga que, este Sol, quando nasce é para todos, contudo há sempre quem escolha a sombra ou, até, quem não consiga mesmo larga-la.

Nos dias que correm não é simples a abstração ao mundo que nos rodeia. Sons, diria que muito ruido se faz por aí, conversas sem sustento, ideias sem base racional, muito bracejar, muito gesticular e pouca ação concreta. Todos nos deparamos com isto, a toda a hora. Verdade seja dita que quanto mais a idade passa pelo comum ser, mais aprendemos a arte de abstração. Esse efeito ou ato de nos abstrairmos ou, filosoficamente falando, a capacidade de separação mental de vários elementos concretos de uma entidade complexa (situações fatuais, expressões, entre outras) , ou um só (porque não) para a desconsideração de outros elementos a ela inerentes. Abstração ou o resultado de uma especifica separação de termos, ideias ou até conceitos conduz por certo ao alheamento.

Poderemos então pensar que abstração pode, e se calhar deve, ter alguma relação com o “não ver”, “não querer ver”, “passar ao lado de “… tudo expressões sobejamente conhecidas…Sim…vemos, mas não queremos ver, sabemos e não queremos saber, ouvimos e não queremos ouvir… em suma abstraímo-nos do mundo em redor. Da envolvente. Em prol de que?

Arrisco a expressão: “Em prol de nada”. O “Nada” será mais castigador do que a presença do “nada”. A presença do que não está, do que não quer estar. A presença do que não se vê ou não quer ser visto…. Contudo esta invisibilidade, prova ou não, a insegurança do Ser. Não vê por que não quer ver? Ou talvez não veja pois não enxerga mais que nada. # Lentes podem ser a solução! O “nada” representado em algo ou alguém que se oculta… se esconde, se torna invisível por detrás de uma farsa, de uma capa, de uma caraça ou simplesmente se esconde dissimulado em Si, pois pode bem ser que seja “nada”.

Fazendo uma passagem mais terrena para um dos quaisquer nossos quadrantes, ciclos ou círculos envolventes, mencionar algo que por certo não nos terá passado despercebido. Todos nós já nos deparámos com situações em que para benefício próprio alguém menospreza o trabalho alheio. Fácil… se menos for o do outro, melhor parecerá o dessa pessoa, simples receita, certo?  Pois bem esta é uma atitude muito comum, rebaixar, menosprezar o trabalho, a qualidade o empenho de uns para que com isso se valorize, mesmo que não visível, o seu ou seus cinquenta cêntimos.

Tristeza. Por este motivo, e mais uns quantos, como é obvio, a sociedade, o mundo empresarial e outros quadrantes não evoluem.  Carecem de censo, de humildade de valores centrais, valores que se vão perdendo por conta de que “os meios justificam os fins”. Tudo isto sempre se passará perante a percepção de que o Ser não vê, não dá conta, não se apercebe. Engano maior… O Ser, pelo traço que detém, vê, ouve e sente até mesmo a mais imperceptível, minúscula, minorca movimentação que se faça à sua pessoa. Este vê o que não está, ouve o que não se diz e sente o que ainda não está transformado em realidade que seja. Assim, o ausente, distante, imaterial, incorpóreo comportamento ou atitude que tenham para este Ser, terá um efeito de perceção real, não misteriosa, inacessível ou distante.

Estar atento e vigilante, não é de hoje, vem de sempre, vem de longe, não obstante este é o moto dos tempos que correm.

Deplorante é o momento em que se consegue ver o que os Tais não querem que se veja, se ouvem orquestras a ensaiar em caves de pensamento, e se deslumbram paisagens transcritas como paredes foscas. Lamentamos, mas seguimos. Lastimamos, mas seguimos…. Condenaremos o comportamento, daremos o exemplo, seguimos até ao dia. O dia que marca. A grande marca ou o grande marco. Aquele que não se vê, mas que, um dia, se viu no horizonte.   

Mas na verdade: “Deixemo-nos de marcos”.

Se vires o que os outros referem não existir então serás capaz de conta-lhes a história onde pensam ser heróis.

Como concordo comigo mesmo!

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“Cammínus Sapere”

“O caminho que percorremos é muitas vezes sinuoso, mal traçado, mal definido…enfim, cabe-nos a nós delineá-lo corretamente e isso faz-se dia a dia, passo a passo.

Tal como este Livro …está a dar os primeiros passos que se esperam rumo ao Sucesso. Um Sucesso definido pela partilha de informação e conhecimento, de uma área tão grandiosa e abrangente como a Gestão.

A gestão como meio organizativo trará sempre uma infinidade de tópicos e comentários para disfrutar e enriquecer o conhecimento, partilhando-o de seguida e absorvendo algo mais por troca. É assim na vida, será assim neste mundo virtual. O conhecimento é a moeda de troca de cada leitura e pensamento partilhado.

O resultado deste livro, que se espera seja o primeiro de muitos, será, espero, um compromisso com o caminho da sapiência.” 
João Farinha

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“Sólida Parrésia”

Tanto se fala de liberdade, toda a gente fala sobre liberdade. Por esse mundo fora, e quem sabe mais além, algures numa vizinhança próxima, se fala de liberdade, constantemente e por todo e qualquer motivo. Liberdade de expressão, liberdade de movimentos, liberdade para isto ou para aquilo.

Diferentes pessoas, diferentes culturas em diferentes países, diferentes raças ou cultos, diferentes classes sociais, diferentes paradigmas, enfim tantas as situações que se poderiam mencionar, toda a gente fala de liberdade. Obviamente cada caso será um caso e em cada momento a palavra aparecerá no contexto devido.

Apregoa-se liberdade, luta-se pela mesma, reclama-se falta dela, comenta-se sobre o excesso em determinados momentos, mas afinal do que se trata? O que significará liberdade neste contexto ou em qualquer contexto quando a palavra é usada, falada, escrita, comentada, descrita ou até empolada ou descriminada?

Como exemplo generalista, haverá países a afirmar viverem livremente, profissionais agradecidos por poderem usar da liberdade de expressão para comentar, criticar ou opinar sobre algo. Haverá funcionários que louvam a sua liberdade de movimentos, autonomia dada pela sua chefia. Dentro de certos padrões, capitais, bens, serviços e pessoas podem circular livremente entre países, enfim tanto se poderia escrever sobre esta temática.

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Mas enquanto Ser humano, seremos realmente livres? Até onde nos leva o sentido de tal palavra? A questão prende-se com interpretação de liberdade e os condicionantes da mesma para sermos quem realmente somos. Ahhh pois é!

Nunca seremos realmente livres se não formos livre de corpo e alma, se não formos livres para sermos nós próprios enquanto seres pensantes deste universo, repartidos pelos mais diversos locais, culturas, países ou o que demais poderia mencionar.

A verdadeira liberdade terá que ver em primeira instância com o espirito humano, terá que ver com a liberdade de se ser o que realmente se é. Já escrevi em tempos que máscaras e fachadas só mesmo naquela época de folia carnavalesca. Adiante.

Afinal de contas o que, ou quem, nos impede de usarmos a palavra “liberdade” e de sentirmos realmente o seu significado no dia-a-dia? Passamos a vida, para além de outras coisas, também, a culpar o governo, o país, a religião, culpamos tudo e todos como forma de “escaparmos” à analise do porquê de nos sentirmos sem a referida liberdade. Será que não importa o significado de ser livre?

Ter o direito de agir, proceder, atuar conforme nos pareça bem, como é óbvio sem infringir no direito que outrem possa ter na situação ou momento. Usar da condição humana de direitos e deveres do Ser enquanto cidadão, membro de qualquer comunidade, quadrante ou ciclo envolvente. Isso deverá, por certo, ser importante.

De nada valerá conseguir liberdade no trabalho, na academia, na sua empresa ou em qualquer outro ciclo envolvente, se não for livre em si mesmo. Isto significará saber em consciência quem você é, o que representa para os outros, de que forma é ou atua perante as circunstâncias e momentos, sejam eles quais forem.

Não se deverá interpretar liberdade como a escolha de um lugar no comboio que, ao entrar na carruagem, estava livre, pois na verdade poderia não estar ou poderia estar sujeito a um regra de inviabilidade de ocupação. Olhe para si, olhe para a carruagem que tem muitos lugares disponíveis e veja, efetivamente onde acha que se deve sentar. Se aí for o seu lugar, aí será, e será esse o lugar a ocupar.

Na verdade, difícil é analisar quando nos consideramos livres para escolher o lugar na carruagem. Até de pé se pode viajar, assim seja essa a nossa vontade. Não será isso liberdade? Apanhe o comboio que acha que deve apanhar, sente-se ou vá de pé, mas vá. Não se deixe ficar por uma qualquer estação ou apeadeiro.

O Comboio sai, quase sempre, à mesma hora. Qual destino, qual desdobramento, entre e viaje…

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“Hipotética Hipótese”

Conversas de corredor, entrelinhas e outras situações que tais, serão as acendalhas de muitos mal-entendidos ou até confusões. No geral são, ou poderão ser, o motor de muito ruído de comunicação.

Quando não se sabe ao certo do que se fala, qual o assunto ou quais as motivações em certos momentos, há sempre uma certa tendência para inventar. Ora, inventar (termo aqui descrito com o sentido de supor, sentido de criar ou gerar hipóteses) será o melhor que o comum dos mortais saberá fazer em qualquer que seja a situação.

É da Natureza Humana. Temos mesmo uma tendência para fazer suposições acerca de tudo. Por tudo e por nada nos tornamos “sabichões”, os seres pensantes e com conhecimento de causa a cada momento e para quase todas as situações existem as soluções e resoluções. O problema em fazer suposições é que as mesmas se tornam visíveis aos nossos olhos mesmo sem se verem, pois são fruto do imaginário, tornam-se para nós reais. Conseguimos até jurar que são mesmo verdadeiras… saberá com toda a certeza ao que me refiro.

Supomos que, cremos que, fazemos suposições acerca do que os outros estarão a fazer ou a pensar. tornamo-las pessoais e então culpamos os outros e reagimos enviando veneno emocional para mundo que nos rodeia.

Ao fazermos suposições estamos a não entender, por certo, a realidade como ela é e tornando-as pessoais acabamos a criar um grande drama por tudo e por nada.

Quem não comentou já algo do género: “ Parece cansado, imagino o que andará a fazer”, ou “ Calma, não se chateie com o que disse, era mera suposição” ou até “Deixe-se lá disso, não poderemos tomar decisões baseados em suposições”. Pois exemplos destes existirão em qualquer um dos quadrantes ou ciclos onde nos envolvemos ou somos parte integrante.

Suposição ou geração de hipótese, pressuposição ou suspeição são parte ativa e real do nosso dia a dia. Este, o ato de supor, de tornar mentalmente real algo para o qual não existem fatos ou evidências, faz com que levemos o nosso cérebro, o nosso consciente a acreditar em algo que nós próprios criámos. Perigo! Pois já dizia o ditado: “uma mentira mil vezes contada torna-se verdade” (parafraseando) ora, a maior parte das vezes, a suposição transparece tão real que até o próprio que supõe não consegue imaginar o contrário do que supôs. Confusão? Não.

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Passar o tempo, viver com ou à base de, suposições será como dar algo como existente, não o sendo, tornar ou dar uma existência considerada ideal àquilo que não tem ou até tentar adivinhar através de indícios ou sinais o que lhe convém, lhe é mais favorável ou oportuno. Desta forma, viver assim será viver na ilusão, nunca com a realidade efetiva. Viver assim é, com certeza viver à sombra da ilusão.

Se ao sair de casa, ou de qualquer outro sitio, e reparar que o chão, o asfalto, o piso ou o terreno está molhado por certo supõe que esteve a chover. Sem testemunho comprovativo ou evidência não o poderá afirmar com a certeza que o seu imaginário o fez. Já imaginou se entretanto terá passado a viatura de limpeza das ruas? Ou alguém ter deitado um balde de água para a via pública ou o que seja? Qualquer situação será possível. Até prova em contrário o piso estará simplesmente molhado. Esse é que é um facto.

Em resumo, os sonhos e fantasias deverão existir e alimentar momentos, é verdade, mas não como fio condutor ou alimento de uma vida ou forma de viver. Deixemo-nos de “suponhamos”.

As suposições muitas vezes dão mau resultado. O veneno emocional que podem gerar aumenta a probabilidade de ocorrer uma qualquer mordidela. Supõe que seja de cobra? Pois…na verdade poderá ser de um qualquer animal.

AH pois é!

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Efeito Díspar

Primeiros dias de Janeiro de 2017, o ano que entra, e o mundo em rotação equivalente. Sim, equivalente pois da forma que a vida neste Universo é observada já não se sabe ao certo se o mundo mantem a rotação constante ou não, mas abster-me-ei de comentar este tipo de ciência.

Na verdade o calendário muda, os dias passam mas as rotinas, os hábitos, as agendas, e tantas outras coisas e situações que poderia mencionar se mantêm sem alteração notória.

Pois, a passagem de um ano para outro até é celebrada em dias e ocasiões diferenciadas mediante a cultura ou credo de cada um. Com isto dizer que, tal como o ditado que menciona que “o Natal é quando um Homem quiser” também a passagem de ano, alteração de calendário ou o que seja o poderá ser.  

Vejamos, as noticias em geral são as mesmas no dia ultimo de um ano e no primeiro do seguinte. Mais holofote, menos passadeira, é tudo recorrente. Mas não é sempre assim durante todos os outros dias? Bem há sempre uma novidade: Qual é o Hospital, clinica ou entidade hospitalar que proporcionou o nascimento do primeiro bebé do ano e há também uma pseudo competição pela foto ou imagem do “melhor espalhar de estrelas pelo céu” ou seja o famoso fogo de artificio.

O que não se fala muito é daquilo que realmente é importante que o comum dos mortais tenha conhecimento. Como roda o mundo das finanças, como se conseguiu a engenharia contabilística para fixar o défice em 2,4% curiosamente uma décima abaixo do permitido pelos deuses do Olimpo.

Pois, contabilizações postecipadas de movimentações de recapitalização de entidades, entres outras, estarão na ordem de trabalhos. Abafam-se as tristezas e as situações mais problemáticas com o fogo estrelado, garrafas de champagne etc, e quando o dia passa, o calendário muda ninguém dá conta do aumento dos impostos, combustíveis, das medidas escondidas no OE entre outras…Afinal a chamada passagem de ano, para alem de fazer rodar a economia, é vantajosa para alguns, oh se é!

Referir que mudar é algo que tem relevância na vida, e tanto se tem falado em mudança no âmbito da gestão. Não me refiro a mudar de ano comercial ou mudar meses de calendário, refiro-me a mudanças estruturais, organizacionais entre outras. Tanto se tem falado em mudança em todos os quadrantes e ciclos onde nos integramos. E será que estamos preparados para a mudança, seja ela de que tipo for? Cada caso será um caso.

Diria que, salvo melhor opinião, algo primordial será a analise à situação que nos é apresentada, depois seguir-se-á a ponderação, a decisão e …. Muito importante: a ação sobre a decisão.

Decisão pode ser visto como deliberação ou sentença. Ação terá que ver com o ato de pôr em prática a decisão que fora deliberada. Acão fará cumprir a sentença que foi ditada para a situação.

Poderia descrever diversos exemplos sobre o exposto mas na realidade um deles, e com todo o devido respeito, será o mais usual nesta altura do ano, ou seja, o desafio de perder peso. “Ah e tal vou emagrecer”, “Ah e tal, vou perder peso e ganhar massa muscular”, “Ah e tal, este ano é que vou começar a ir ao ginásio” e poderia enumerar uma serie de “Ah e “tais”…”

O que é certo é que os exemplos mencionados poderão representar decisões sobre algo que se ponderou durante todo o ano, em especial nas épocas festivas onde as calorias e as gramitas a mais vão chegando e instalando-se no organismo, transformando-o em algo que na essência não nos agrada.

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Então e onde está a ação sobre a decisão? Onde está a inscrição no ginásio, as corridas na praia às 6:27 da manhã ou o menu de regime alimentar sem as “molhengas” e os fritos, entre outros inimigos do plano traçado? Pois é… a ação sobre a decisão tomada é realmente o passo mais difícil de dar neste percurso de mudança. Ter em conta que a decisão sem a ação de pouco ou nada valerá.

Preparamos objetivos profissionais, pessoais, académicos ou o que seja e queremos, por certo, cumpri-los. Para atingirmos o que queremos teremos de trabalhar solidamente e conscientemente sobre cada tópico e validar todas as implicações. Monitorizar passo a passo em períodos de tempo consideráveis para evitar dissabores, afinar o que for necessário e continuar a trabalhar em prole dos mencionados objetivos.

Ora vamos la também reportar o caso à vida civil, ou seja à vida pessoal. Efetivamente as práticas de gestão podem, e devem em minha opinião, ser postas em prática, embora que de uma forma mais “soft” na vida pessoal….tem tanto a ver…tem tudo a ver…

Se alguém está pronto para ser feliz e não o é…..questiona-se: porquê? Porque não procurar a paz, a tranquilidade, o conforto a sintonia em alguém ou algo, que o acompanhe neste percurso? Se você se sente pronto para tal, e essa analise é em consciência, tome a decisão mas de seguida parta para a ação sobre a decisão. Procure o foco, o ponto de mudança.

Ser avesso à mudança, manter o “Status Quo” ou a zona de conforto,  não é de todo um bom alicerce para quem procura algo de mais valia ou melhoria na vida. O Universo, que referia no inicio já não saber se o mundo mantem a rotação, concorda também com esta abordagem. Todos sabemos como muitas vezes transforma a zona de conforto de alguns em caos.

Chamamos-lhe fenómenos da Natureza. E porque não pôr a natureza de cada um de nós a funcionar em prol do nosso respirar, da essência do nosso bem estar, do nosso viver no geral, enfim em prol da nossa felicidade.

O passo mais difícil é o primeiro. Há só que reprogramar o calçado, se o houver!

Não se fique…Vá, nem que vá descalço!

Boas passadas em mais um troço do Caminho

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“Súbito Ar”

Correntes de ar podem transportar oportunidades vindas do nada. Entre portas e travessas, janelas e nesgas de espaço, recebemos a brisa trazendo a novidade, a situação ou o momento inesperado.

Empregos, negócios, oportunidades de todos os tipos, situações das mais caricatas às mais banais, amizades, desavenças, amores e dissabores, podem acontecer do nada. Quero com isto dizer que quando menos se espera algo pode acontecer. No bom, menos bom ou inesperado sentido.

Referi inesperado, logo, você não terá plano, recurso ou estratégia preparada para a hipotética situação. Não obstante, e já comentámos o tópico anteriormente, deveremos ter mínimos de prevenção em cada situação da vida. Adiante.  

Só porque ao despertar, olha a sua agenda e verifica que terá já um dia planeado e que o mesmo será agitado, não significará que você terá de bater no fundo á pressa. Ou melhor “atirar-se” para ambientes de pressão extrema na sua cabeça logo pela manha e ao raiar da aurora.

Se você acabou de ter uma crise de estouro ainda mal saiu ao portão, e consigo não acarreta nenhum plano bem elaborado, então por certo,  você andará cabisbaixo e sem energia o dia todo. Terá  que disciplinar-se, precaver-se ou (já comentaremos) adaptar-se antes de entrar em ação. Poderia ser tão simples como …..comece por ser realista no que definiu para o momento presente e futuro. A tão falada definição estratégia que o está a atormentar. Alinhe horários, aponte e dê prioridades às tarefas e …não se deixe ir abaixo com o susto que você acabou por criar a si mesmo e ainda por cima, logo pela “fresquinha.

A adaptação às circunstancias é uma das melhores soluções para muitas preocupações. Adaptação equivalerá a abertura. Abertura de espirito, não resistência à eventual mudança, em suma adaptação. O que refiro valerá para os exemplificados como sustos de qualquer ciclo envolvente ou quadrante.

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Ao estarmos muito muito focados sobre os assuntos que nos preocupam ou que requerem monitorização, poderemos estar a deixar passar oportunidades que simplesmente nos apareceriam porta dentro se ao menos, dessemos um pouco de oportunidade. Lá está, o ar circula mas também pode gerar corrente de ar. Pode ser uma brisa fresca ou fazer bater portas…

Estarmos focados em algo é muito positivo, deste que este algo faça parte do que objetivou para o seu respetivo quadrante, ou ciclo, mas deveremos estar sempre atentos e vigilantes para o que poder acontecer de caracter inesperado.

Se você está à procura de emprego e todos os dias telefonar e enviar e-mail para o mesmo sitio, reduz as hipótese de sucesso de arranjar o que pretende. Foque-se em obter a tal resposta, mas abra a janela a outras oportunidades. Simples exemplo que poderá ser extrapolado para um outro qualquer.

Se estivermos abertos à mudança e não em negação ou resistência, atentos, disponíveis para aceitar, as coisas que você objetiva aparecem. Muita das vezes quando menos, de onde menos espera e com resultados simplesmente extraordinários. Completamente fora do que alguma vez tínhamos pensado ou planeado.

Rápidos exemplos, enquadrando no nosso quotidiano ou nos típicos ciclos envolventes. Como tópico de emprego, um contacto de um “head-hunter”, chega-lhe sem você esperar, certo?  Na sua empresa, devido a lei da oferta-procura, e concorrência, negócios podem ser vantajosos chegam-lhe por e-mail, contacto de outrem, telefone etc.. muitas vezes não está a contar. Na vida pessoal o chamado amor à primeira vista, obviamente você não espera, mas se acontece, por norma é fortíssimo. Certo? No ciclo de amigos quando ganha empatia com um amigo de amigo que acabou de lhe ser apresentado, não seria algo garantido, não contava certo?

Com base no acima exposto duas considerações ter-se-á que ter. A primeira é de estarmos abertos à mudança, à adaptação e disponíveis para aceitar. A segunda será a de que tendo consciência de que estando atentos e olhando em redor nos poderão aparecer oportunidades que de outra forma nos passariam ao lado.

Esta abertura e disponibilidade fará com que, ao aparecer algo considerado inesperado, já não será tão inesperado assim pois você já estaria atento à situação. Inesperado só na forma circunstancial, no conteúdo não. Deixe-se envolver pela boa nova que lhe chega, adapte a situação e aproveite ao máximo. Reforce a essência do tópico em questão.

Se se tratar de algo de carater Humano, ou a ver com o Ser, alicerce os valores em causa e siga o trajeto que entretanto delineou sem receios, intensamente e agora sim focadíssimo. Se se tratar simplesmente de negócio, aproveite a oportunidade reforçando os laços de pareceria e confiança envolvidos e assim sucessivamente. Só terá a ganhar. Tudo terá a ganhar e pouco a perder. Lembre-se que você não era possuidor, não esperava por tal situação, momento ou novidade.

Há sempre que precaver as correntes de ar da vida. Janelas abrem-se e,….UPS portas e fechaduras se trancam…Muitos destes ventos trazem novidades, situações ou momentos que vem para ficar.  

aH pois é!

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“O Afinador”

O sim sem sopas deste jogo da vida. Jogo de comunicação, ou falta dela, que nos atrofia o cérebro e que nos deixa muitas vezes em estado degradante desnecessariamente. Todos terão já passado por momentos em que há uma Intensidade de procura, desnecessária,  de algo que está à vista. Necessidade do saber, de estar “a par”, de ter conhecimento, só para referir algumas variáveis que são visitas constantes do nosso consciente.

Por vezes essa ansiedade do saber, é simplesmente uma ansiedade de saber de algo que nos preocupa, muitas vezes sem razão. Será que queremos estar ansiosos por algo que em vez de nos trazer felicidade nos traz sofrimento interno e nos atrofia momentaneamente o cérebro? Parece-me que não. A preocupação será como um antecipar de uma chatice que não existe.

Porquê a antecipação de chatices que não existem? Boa comunicação resolve este tipo de desafios. Para tal, emissor e recetor da mensagem deverão estar alinhados na forma, pois o conteúdo dependerá do ciclo envolvente, do quadrante, enfim de uma qualquer situação. O tópico a salientar é que a comunicação devera estar isenta de ruídos. Sem ruídos evitam-se especulações, palpitações, desconfianças e mais importante reforça-se a confiança.

No dia-a-dia, no seu emprego, evitar mal-entendidos é o que se pretende. A comunicação terá de estar em harmonia e os intervenientes deverão ter noção exata dos canais a usar e de como os usar.

Na sua empresa, a informação, a comunicação tem de estar afinada com os seus pares. O seu cliente, o seu fornecedor, em geral os seus “stakeholders” terão que ter a certeza de que todos “falam a mesma linguagem”. Os seus sócios e funcionários carecem de informação fluida e coerente. Uma vez mais os canais a usar, e como faze-lo, tem que ser do conhecimento de todos.

Na sua vida pessoal, com certeza, será onde você quer menos chatice ou mal entendidos. Desta forma a formula será a mesma. Conhecer e dar a conhecer os métodos e canais de comunicação que usa para expressar o que quer, para que terceiro envolvido possa receber, entender e interpretar corretamente a mensagem que você quer passar ou transmitir. Nada pior que uma mensagem passada com ruido no meio. Levará com toda a certeza aos tais desconfortos. Não por nada, simplesmente você quer transmitir algo que não estará a ser recebido da mesma forma.. Imagine as confusões. Dialogo, como forma de comunicação, é também importante. A voz, o som, as expressões corporais são por vezes a chave para desmistificar situações anteriormente mal interpretadas ou simplesmente não entendidas.

A vida é realmente “um jogo”. Neste caso um jogo de palavras, frases, expressões, mensagens e intensões de comunicação. Refiro intenção pois como mencionado nem sempre a mensagem chega e é interpretada da forma como se transmite ou se teve a intenção de transmitir.

Neste jogo da vida, e no que a comunicação diz respeito, há a necessidade de controlar a tal intensidade de necessidade do saber. Há que dar valor só mesmo à informação que é importante, ou que julgamos ser a importante (segundo os nossos padrões de importância) e desvalorizar detalhes e pormenores que possam criar entropias ao nosso pensamento. Quanto mais ruido e lixo colocarmos no nosso cérebro menos descanso temos…se é que me faço entender.

Na maioria dos casos não valerá a pena pensar e repensar em alguns “porquês”… o que é, é e o que for será. Com isto quero dizer que, salvo melhor opinião, na duvida, desvalorize. Não se preocupe com o que não deve, e ,….sim preocupe-se com o que pode fazer em prole da continuidade da referida boa comunicação. Se pelo seu lado tudo tem afinado, certifique-se que o terceiro envolvido, seja em que ciclo ou quadrante da sua vida for, está munido das ferramentas e sabe como usar os canais de comunicação para que se mitigue o risco da existência de ruido.

Se tudo em conformidade, a mensagem passará, chegará ao recetor e o entendimento acontecerá. Com toda a certeza que, assim, tudo o que quis dizer ou transmitir, fará sentido e será valorizado como tal. A partilha do conhecimento, informação, acontece e tem reciprocidade. Por certo terá e dará lugar ao chamado entendimento. Eu chamar-lhe-ia em alguns casos, sintonia de entendimento.

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Não se conseguirá sintonia de entendimento com todos os terceiros envolvidos, mas com certeza com especiais indivíduos, sim. Estes terão por certo a mesma forma de usar as ferramentas de comunicação, sejam elas quais forem, para receber, processar e analisar a informação transmitida e atuar em conformidade sobre a mesma.

Se por norma a escassez de informação, o ruido constante na mesma, são uma realidade, em uma qualquer situação, então , e se for caso, não haverá problema em sentir-se um pouco vulnerável, ou mais vulnerável que o normal, muito especialmente se no caso se trata de pessoas que lhe mostram as suas fragilidades. Não só, mas também, será a melhor maneira de fazer uma conexão significativa com esse alguém, e a melhor maneira de aliviar a sua cabeça que por ventura se encontra preocupada. As emoções existem para ser apreciadas. É uma realidade e ao termos perceção das mesmas, ao depararmo-nos com, tudo fica mais fácil no que a receção ou transmissão de mensagem diz respeito.

Como no Xadrez, antes de jogar uma peça, prepare antecipadamente a jogada seguinte. Ficar ou tornar-se emocionalmente exposto, nunca será fácil, contudo  raramente é o caminho errado. Haverá uma linha tênue entre a sua autoproteção quanto à rejeição e o isolar-se das pessoas de quem você gosta, lida ou com quem partilha ciclos, envolventes ou quadrantes.

Comunique esclarecendo. As palavras raramente se esgotam. Ahh pois é… raramente!

“Os homens sábios falam porque têm algo a dizer; Os tolos, porque têm que dizer alguma coisa”. ##Plato ##

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“Ruído Carente”

Assuntos triviais não serão tão triviais assim. Seria efetivamente mais sensato olharmos para as coisas, ou situações, com um olhar de maior profundidade. Qualquer coisa que seja, mas essencialmente para aquelas que realmente são para aprofundar. Claro está.

Eu diria, e atrever-me-ia a dizer, que é trivial ouvir-se ou ler-se uma noticia considerada importante e dar por adquirido que é real. Verídica, com todas as letras que a compuseram. Se ouço “A” num canal noticioso, independentemente do canal de comunicação (online, jornal, radio, televisão entre outros) considero que a noticia “A” deverá ser verídica em toda a sua essência. Pois por vezes assim não é. Há algo na noticia, propositado, para chamar a atenção e se aprofundarmos o conteúdo, muitas vezes nada tem que ver com o que começamos por ouvir ou ler. Ora bem….estamos perante uma questão de interpretação de conteúdos.

Interpretação essa que pode, muitas vezes, levar a más analogias e a perceções completamente dispares da realidade. Vejamos o caso destes últimos dias, hoje inclusive. A tão “badalada” nomeação de um ilustre cidadão Português, altamente enraizado nos meandros da politica, nacional e Internacional, para o cargo de Secretário Geral das Nações Unidas. Ahhh também ouviu, ou leu, a noticia? Pois, e o que me tem a dizer?

Pois é. Na realidade tão ilustre cidadão, Português, ainda não foi para tal “cadeira de poder”, simplesmente ganhou a sexta votação do conselho de segurança que, com isso, o posiciona muito bem para ser o próximo secretario geral das nações unidas, o que todos acreditamos virá a acontecer. Não obstante o ponto fulcral está na forma como a mensagem chega até ao publico, recetor de informação. Esse é o ponto, a interpretação da mensagem e das intenções do emissor da mesma.

Vivemos uma vida circulante ao mais alto nível. Uma vida conectada. Aparelhos eletrónicos para tudo e para todos, redes sociais, interfaces, automatismos. Meios e fontes de comunicação interligados não nos faltam. Mas, e onde está a real interpretação dos conteúdos que nos chegam? Damos por adquirido serem verídicos à luz da nossa própria interpretação?

Imaginemos como exemplo generalista que está numa amena troca de mensagens com alguém, ou alguéns (sim, refiro-me aos grupos de conversação ). Não se conseguem ver as expressões, não se analisam os contextos que originaram tal mensagem, não se conseguem ver ou ler as intenções, as expressões….no limite, lemos ou ouvimos e simplesmente interpretamos o que achamos ser o mais sensato, no final de contas para nosso bem interior (na gíria o que melhor se adapta à nossa necessidade)…isso é certo.!

Leem-se palavras, ouvem.se vozes…mas será que são com a mesma interpretação que são escritas ou ditas? Dependendo do nosso estado de espirito, da situação, da envolvente e da envolvência, alteraremos por certo a forma como interpretamos tais mensagens… se por exemplo o emissor for alguém do seu ciclo intimo (namorada(o), esposa(o)…) tentaremos a interpretar da forma que mais nos convenha e tentando levar o nosso cérebro a pensar o “melhor”,, Ahh e tal, aquele ponto de exclamação que dizer algo, ou ficou a meio da mensagem é por que ficou sem bateria…isto para o exemplo que você esteja de amores elevados, pois se estiver na negação pensará que a exclamação teve conotação negativa e que a interrupção foi afinal um  desligar de conversa… já lhe aconteceu especular com uma qualquer situação semelhante, certo?

Assim, como se vê nos exemplos, realmente a forma como recebemos informação terá a absorção que muito bem intendermos e nunca saberemos de que forma, com que intenção ou sentimentos a mesma foi enviada…

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Há dias numa pequena tertúlia de Seres Pensantes, oriundos de vários quadrantes, surgiu a abordagem da inexistência de terceiro emissor (do outro lado do canal de comunicação). Homenageio quem a referiu salientando que nos levaria a muito mais que este artigo para aprofundar, se é que me faço entender…

Dizia tal Ser Pensante: “Estamos sozinhos, comunicamos sozinhos pois do “outro lado” quem diz ser não é, a personagem não existe”, e assim se continuou a noite….

Estaremos, em termos de comunicação fechados, sozinhos em nós mesmos, pois tudo o que toca a emoções, expressões, sentimentos, não se transportam facilmente por canais de comunicação referidos?

Estaremos isolados em nós próprios a pensar que temos muitos “amigos e conhecidos” por esse mundo e na realidade … estaremos a escrever a comunicar para Alguéns? Sim ou não? Uma coisa é certa, por muito que se conheça a pessoa com quem estamos a comunicar, não será fácil saber exatamente que sentimentos estão implícitos na escrita, que sensações, que expressões estão a ser usadas e com que real intenção toda a mensagem foi emitida. O que sabemos é que ao recebermos o conteúdo de tal comunicação, interpretamos à nossa maneira com base em ideias, conclusões, perspetivas que temos das situações, da envolvente e até da forma como estamos ao nível emocional. No limite vivemos momentos imaginários?

Sim na realidade nunca teremos a certeza da intenção de outrem no momento do envio de tal mensagem. Não saberemos que sentimentos estavam expressos. Interpretamos à nossa maneira e nunca saberemos o que iria na mente de terceiros ao envia-la. Simplesmente tiramos elações e somos felizes ou vivemos frustrações. Em resumo a escolha é nossa.

Ora posto isto: Mais vale uma perceção válida, ou validada, para o momento do que uma interpretação errada das circunstancias.

Realmente ainda continuo a concordar comigo próprio.

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“Corte Mavioso”

O Verão começa, os planos de descanso e férias começam. A mudança de geografia é normalmente uma certeza, o local de vivencia habitual é deixado para traz e …com isto a previsão de haver um tempo de “ausência” do quotidiano, dos desafios que a vida nos coloca a cada dia extra de “férias” torna-se uma realidade.

Posto isto, o mês de Agosto é, por norma, exímio como mês de férias. mas não só de férias vive o Homem. Há um mundo a “rolar”, a mexer lá fora. Ao abrir-se a janela não entra só a brisa, há paisagem, horizonte e ….por detrás de tudo isso um Mundo sem parar. O mundo não para só porque se gozam férias.. Vejamos:

Inicia-se o mês e bastando uma olhadela no arquivo de noticias online aeiou, e verifica-se que se notícia “a Vila mais antiga de Portugal tem primeiro Museu de Vinho verde”. A noticia até pode passar despercebida, mas não a quem acompanha a imprensa online. Ponte de Lima tinha aberto, recentemente, um novo espaço dedicado ao talvez mais emblemáticos produtos da região: o Vinho Verde. Acontecem coisas em período de férias.

No mesmo dia a “Didi Chuxing compra Uber chinesa e encerra guerra de biliões”, ainda  segundo a mesma fonte. Pelos vistos podem movimentar-se milhões/biliões de uma qualquer moeda em período de férias. Dias mais tarde começam os jogos Olímpicos na cidade magnifica do Rio de Janeiro, Brasil. O caso tornado publico e conhecido como “Panamá Papers” fazia mais uma baixa. Demitia-se do comité de investigação do sistema financeiro do pais, o Nobel da Economia,  Joseph Stiglitz.

A meio do mês estava Portugal em chamas e, vindos da Rússia, chegavam dois aviões pesados Beriev ao abrigo do protocolo de proteção civil assinado entre os dois países. A NASA mostrava imagens dos incêndios em Portugal, vistos do espaço. Varias expulsões na Tailândia causam tragedia.

Dias depois, e de acordo com a mesma fonte, Ex-inspetora do SEF teria sido detida por burla de meio milhão de euros. e ainda se noticiava que a Comissão Nacional de Proteção de Dados terá dito que “o novo diploma do Governo, que pretende ter acesso às contas de todos os portugueses, viola a Constituição”

Agosto termina entretanto com noticia de que Dilma Rousseff teria sido destituída do cargo de Presidente da República brasileira, O Líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un terá executado um vice-primeiro-ministro por adormecer em reunião e ainda sai a informação de que o concurso de professores de 2016 terá colocado 7.306 docentes nas escolas em contratação inicial e mobilidade interna, terá divulgado fonte do ME (Ministério da Educação).

Como vê, o Mundo não para só por que alguéns, nós ou seja quem for, decide tirar uns dias “OFF”. Por muitas voltas que se dê, muito se invente ou se procure inventar, não vale a pena tentar escapar aquilo que são as suas preocupações ou obrigações nesta vida. Há é que fazer algo em prole da melhoria ou da mudança.

Há sempre a tentativa de “fazer esquecer”, ir “relaxar” para fora, “limpar a mente” como se costuma dizer, mas na verdade quando se regressa à vida quotidiana (quando se volta à terra) tudo está na mesma. Não haverá fuga, a não ser que se aja em conformidade com as decisões tomadas para a resolução ou mitigação de agravamento de tais desafios ou preocupações…Enfim. Falo das ações sobre as decisões….

Ahh e tal, vou fazer dieta, está decidido. Mas quando?? Ahh e tal, vou deixar de fumar, está decidido. Mas quando? Ahh e tal, vou começar a fazer exercício físico, está decidido. SIM mas quando?, As decisões podem ser tomadas e ate tomadas em consciência, mas na verdade temos de dar ação a essas mesma decisões, caso contrario nada passa do mesmo e vamos acumulando decisões tomadas que não passam de farsas para “enganar” o seu próprio “EU”, ou seja, você mesmo.

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A intensidade de uma decisão pode ser desvanecida pela suavidade de uma ação. Em qualquer quadrante situações podem acontecer mas a realidade terá que ver com o focos que temos no momento, as consequências, a consciência que temos e com que estamos quanto tomamos as decisões e quando fazemos recair sobre elas as ações correspondentes.

Como sempre e tomando como exemplo generalista, imagine a ação sobre a decisão de beijar, no momento certo, a pessoa certa, em que se inclui suavidade e intensidade ao mesmo tempo no mesmo ato.? Não carecerá mais comentários,,

Não ficou pelo Ahh e tal e se,,,, e se Nada….decidiu, agiu em conformidade todos os atributos foram colocados no ato, propositadamente ou simplesmente pelo clima, química, o que seja que se tenha gerado.! E assim é a vida. Um beijo (aqui no sentido figurado) pode fazer toda a diferença na vida de um Ser Humano. Não será?

Na realidade após um chamado “Summer Break” como está na moda, ou mais propriamente uma férias de verão, tudo na vida recomeça. E tudo estará na mesma caso você não tenha feito nada para que o que desejava ver mudado, mudasse.

Voltamos ao mesmo sem ações sobre as decisões, nada passa do mesmo.

Há que, mesmo em férias, estar sempre a trabalhar. Pelo menos a trabalhar a mente para ações que recairão sobre as decisões entretanto tomadas, Trabalhar em tempo de ferias parece ate uma heresia, não obstante a mente tem que estar sempre ativa e prevenida de que … a realidade não tira férias. Há que trabalhar quanto mais não seja para a felicidade.

Desvalorizar o conceito de esforço é enriquecer a essência da felicidade. Na verdade ser feliz não custará nada.

Concordo completamente comigo próprio

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“Repleto Olhar”

Mais uma bloco de noticias, mais informação à medida do que se vai passando no mundo atual. Até aqui tudo normal, canais noticiosos a funcionar, a transmitir e partilhar informação. Importante era haver uma perfeita interpretação de cada noticia e não a absorção da mesma com a perspetiva do órgão emissor, que por vezes não é a mesma perspetiva que se deveria observar.

Vejamos num exemplo generalista, diz-se popularmente que “quem vai no convento é que sabe o que la vai dentro” e, pegando neste ditado, imaginemos o porquê de os centros de apoio a refugiados, por essa Europa fora,  serem apresentados de uma forma quando são visitados por altas instancias governamentais, sociais ou religiosas e de outra quando são simplesmente parte integrante de uma peça documental.

Numa perspetiva esses mesmos centros de acolhimento e suporte ao refugiado, estão bem preparados com os devidos cuidados médicos, apoio clinico e para-clinico, meios alimentares e condições mínimas (permitam-me a expressão) e numa outra forma de informação os mesmos tipos de centros são mostrados de forma degradante, “fria”, sem condições humanas e onde estão retidas centenas de milhares de pessoas por todos eles.

Ora entra agora a parte de analise de conteúdo, se por um lado se quer passar uma mensagem, por outro, com os mesmos elementos, variáveis e tipologias de situações quer-se, garantidamente passar uma outra mensagem. Quem não viu sua Santidade ou o alto comissariado a visitar os referidos centros de acolhimento? Por outro lado quem não vê diariamente as imagens comuns, quase não editadas de um qualquer campo de acolhimento? A mensagem que passa será bem diferente.

Com isto, e reportando-me para os nosso ciclos envolventes, profissional, académico ou empresaria, e por que não na vida no geral, referir que opinar sobre algo cuja informação não nos é totalmente conhecida é de certa forma inglório. A nossa opinião até pode ser levada à concordância de outrem mas nem sempre será assim pois as perspetivas serão, ou podem ser, diferentes e logo opiniões a divergir.

Levar em conta o que nos dizem, as opiniões que nos transmitem sobre factos, situações de que estamos por dentro serão decerto recebidas e analisadas por nós de uma forma cuidada, pois nós possuímos a informação, e se bem calha quem opina não a terá em tão grande nível de  conhecimento.

Salientar por outro lado que, muitas vezes a falta de informação leva à especulação e na boa vontade de terceiros em opinarem sobre algo, o que estão a fazer é a extrapolar conceitos e situações passiveis de acontecer, ou seja cenários especulativos, pois não há informação ou conhecimento de causa plena para poderem opinar concretamente.

Levar em conta opiniões, comentários em debate de ideias sim, muito positivo para o crescimento de conhecimento seja sobre que assunto for, mas para isso, as regras dizem que há que haver partilha de informação e conhecimento para que todos os envolvidos possam assimilar, pensar, refletir e expressar opiniões cada vez mais coerentes e consistentes. No final e com base no exposto os cenários tenderão cada vez mais para a realidade.

Há que haver flexibilidade ou elasticidade mental no entendimento e perceção do que é dito em forma de comentário ou opinião. Entender até que ponto o emissor de tal esta em posse da informação, variáveis e detalhes suficientes para o comentário ser considerado valor acrescentado á ideia (vulgo) inicial.

Flexibilidade pode ser a característica ou qualidade da pessoa ou situação que se consegue tornar maleável, que demostra capacidade de agilidade, quer seja mental ou física, que contenha maneabilidade. No entanto para o ser humano, a flexibilidade representará muito mais a pessoa que é compreensiva, que terá capacidade de adaptação ou adequação a varias atividades ocupacionais ou aceitação de vários tipos de ideias para analise e desenvolvimento. Parece-me uma questão a ter em conta, a flexibilidade que temos ao interpretar as noticias, os comentários ou as opiniões, pois as elações caberão a cada um.

Será sempre bom ser flexível e tentar, de certa forma, ouvir e compreender o que nos chegar por interposta pessoa, considerando sempre manter o nível de aceitação, embora haja dias em que você necessita mostrar as suas armas e expor a sua interpretação para os factos. Aceita o que lhe dizem, mas demostra a sua perspetiva.

Quando assim for , não deixe que os pensamentos de grupo o sequestrem por maioria de opinião, do seu senso (consciência) do que é certo e o que é errado. Por outro lado não tenha o chamado “receio” de discordar das pessoas do ciclo envolvente em questão. Não queira fazer passar um sinal de subestimação sobre os factos envolvidos.

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Flexibilidade sim, perder o controlo do que é seu consciente, não. A plasticina é muito flexível, mas no final do dia a maior parte dela termina na forma de esfera, certo? Porque será?

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